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COVID longa: impactos respiratórios e novos protocolos de tratamento

A COVID longa é uma condição em que sintomas da COVID-19 persistem por semanas ou até meses após a fase aguda da infecção pelo vírus SARS-CoV-2. Entre as complicações mais comuns estão os impactos respiratórios, que podem afetar de forma significativa a qualidade de vida dos pacientes.

 

O que é COVID longa?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define COVID longa como a presença de sintomas que persistem por mais de 12 semanas após a infecção inicial, sem outra causa identificável. Esses sintomas podem ser respiratórios, neurológicos, cardiovasculares e até psicológicos.

No caso dos pulmões, a infecção pode deixar sequelas inflamatórias e fibroses que comprometem a função respiratória.

 

Impactos respiratórios da COVID longa

Entre os sintomas respiratórios mais comuns estão:

  • Falta de ar (dispneia) mesmo em atividades leves
  • Tosse seca persistente
  • Sensação de aperto no peito
  • Redução da capacidade física
  • Respiração acelerada ou superficial

Alguns pacientes apresentam diminuição da função pulmonar detectada em exames como a espirometria, além de alterações visíveis em tomografias, indicando inflamação residual ou fibrose.

 

Novos protocolos de tratamento na pneumologia

Os protocolos para tratar os impactos respiratórios da COVID longa têm evoluído, incluindo:

  1. Avaliação multidisciplinar
    Envolve pneumologistas, fisioterapeutas respiratórios, cardiologistas e nutricionistas para abordagem completa.
  2. Reabilitação pulmonar
    Programas estruturados com exercícios físicos supervisionados, técnicas de respiração e fortalecimento muscular.
  3. Medicações anti-inflamatórias e broncodilatadoras
    Indicadas em casos com inflamação persistente ou broncoespasmo.
  4. Oxigenoterapia domiciliar
    Para pacientes com baixa saturação de oxigênio.
  5. Monitoramento contínuo
    Acompanhamento periódico com exames de imagem e testes de função pulmonar para avaliar a evolução.

 

Importância do acompanhamento médico

Ignorar sintomas respiratórios prolongados pode levar a complicações permanentes, como fibrose pulmonar e perda de capacidade respiratória. Por isso, é fundamental procurar um pneumologista para avaliação e início precoce do tratamento.

Se você teve COVID-19 e continua com falta de ar, tosse ou fadiga, procure um especialista para um plano de reabilitação adequado.

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